Doença inflamatória intestinal crônica com forte herdabilidade. NOD2, ATG16L1 e IL23R são pilares do risco.
A helixXY analisa os principais loci de susceptibilidade — incluindo variantes do reconhecimento bacteriano (NOD2), autofagia (ATG16L1, IRGM) e via Th17/IL-23 — fornecendo um mapa do seu risco e contexto para discussões clínicas.
A Doença de Crohn é uma inflamação crônica e transmural que pode acometer qualquer segmento do trato gastrointestinal — da boca ao ânus, mais frequentemente o íleo terminal. O modelo atual descreve uma resposta imune desregulada à microbiota em um hospedeiro geneticamente predisposto.
Os genes implicados convergem em três grandes vias: reconhecimento bacteriano (NOD2), autofagia (ATG16L1, IRGM) e imunidade adaptativa Th17 (IL23R). Quando essas vias falham, células de Paneth e macrófagos perdem o controle sobre a microbiota, e a inflamação se torna autossustentada.
A helixXY mapeia variantes nos principais loci, contextualizando o risco genético e oferecendo subsídios para conversa qualificada com o gastroenterologista.
As três variantes principais (R702W, G908R, 1007fs) elevam o risco em 3–4× (heterozigotos) e até 20–40× (homozigotos), além de associarem-se a fenótipo ileal e estenosante.
A descoberta da via IL-23 a partir do gene IL23R levou ao desenvolvimento de ustekinumab e risankizumab — biológicos que hoje mudam o curso da doença.
Use seu arquivo de 23andMe, Genera, AncestryDNA, etc. Em 15 minutos após o upload, seu relatório está pronto — sem coleta adicional.
Genética não é destino. Dieta, microbiota e estilo de vida modulam profundamente o curso da Doença de Crohn.
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GWAS internacionais com mais de 75 mil pacientes mapearam o atlas genético da Doença de Crohn. A helixXY traduz esse mapa para o seu relatório.
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A helixXY analisa os loci mais bem caracterizados em meta-análises do International IBD Genetics Consortium (IIBDGC).
O primeiro gene de susceptibilidade identificado para a Doença de Crohn (2001). NOD2 é um sensor intracelular de muramil-dipeptídeo bacteriano. As três variantes principais (R702W, G908R, 1007fs) prejudicam o reconhecimento da microbiota e levam à resposta inflamatória descontrolada — homozigotos têm risco 20–40× elevado.
Componente essencial do complexo de autofagia, responsável pela eliminação de patógenos intracelulares e regulação inflamatória. A variante T300A (rs2241880) compromete a autofagia em células de Paneth no íleo, criando o terreno celular ideal para a Doença de Crohn.
Receptor da interleucina-23, central na via Th17 da imunidade adaptativa. Notavelmente, a variante R381Q (rs11209026) é PROTETORA — reduz o risco de Crohn em 60–70%. Inspirou o desenvolvimento de terapias anti-IL-23 (ustekinumab, risankizumab) hoje aprovadas para a doença.
GTPase relacionada à imunidade, complementar à ATG16L1 no controle autofágico de bactérias intracelulares. Variantes em IRGM alteram a expressão do gene em células do epitélio intestinal, comprometendo a barreira contra a microbiota.
Membro da superfamília do TNF, ligante do receptor DR3. Variantes em TNFSF15 aumentam a sinalização inflamatória mediada por TNF. Particularmente relevante em populações asiáticas, onde NOD2 tem papel menor — exemplifica a heterogeneidade étnica do risco genético.
Curiosamente, a variante R620W em PTPN22 que aumenta o risco de várias doenças autoimunes (DM1, artrite reumatoide, lúpus) tem efeito PROTETOR contra a Doença de Crohn. Demonstra a complexidade do balanço entre imunidade adaptativa e inata na fisiopatologia da DC.
Outros loci também analisados: O relatório completo inclui também variantes em STAT3, JAK2, CARD9, SMAD3, ZNF365, NKX2-3 e mais de 200 outros loci de menor efeito identificados em meta-análises GWAS.
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Conhecer a sua predisposição genética permite atenção redobrada a sintomas precoces — e abre espaço para decisões informadas sobre estilo de vida: parar de fumar (o maior fator ambiental modificável para Crohn), reduzir alimentos ultraprocessados e cuidar do sono e do estresse.
Não é sobre vigilância ansiosa. É sobre transformar dados em escolhas conscientes — junto ao seu gastroenterologista.
Um relatório interpretado, contextualizado e acionável — não apenas uma lista de variantes.
Variantes em reconhecimento bacteriano (NOD2), autofagia (ATG16L1, IRGM) e via Th17/IL-23 (IL23R) são analisadas e contextualizadas.
Combinamos dezenas de loci em um Crohn's Disease Polygenic Risk Score validado em coortes do IIBDGC e UK Biobank com mais de 75 mil casos.
Cada achado vem com referência à literatura, percentuais de risco absoluto e relativo, e contexto sobre fenótipos específicos (ileal, fistulizante, estenosante).
Variantes em IL23R e TPMT/NUDT15 podem informar discussões sobre eficácia de biológicos anti-IL-23 e segurança de tiopurinas.
À medida que novos loci são descobertos e diretrizes são atualizadas, seu relatório é revisado automaticamente — sem custo adicional.
Seus dados são processados com criptografia AES-256 em arquitetura de conhecimento zero. Conformidade total com LGPD e GDPR.
A Doença de Crohn pode evoluir lentamente. Em portadores de risco genético elevado, atenção redobrada a sintomas persistentes.
Diarreia persistente por mais de 4 semanas, com ou sem sangue. Pode haver muco e urgência evacuatória.
Dor em cólica, principalmente no quadrante inferior direito (íleo terminal). Geralmente piora após refeições.
Emagrecimento involuntário por má absorção e inflamação crônica. Pode haver atraso no crescimento em crianças.
Cansaço desproporcional, frequentemente associado à anemia ferropriva por sangramento ou má absorção.
Lesões perianais (fissuras, fístulas, abscessos) são marca registrada da Doença de Crohn — afetam ~30% dos pacientes.
Artrite de grandes articulações, uveíte, eritema nodoso, aftas orais recorrentes — podem preceder os sintomas intestinais.
Nossa análise integra dados do International IBD Genetics Consortium (IIBDGC), UK Biobank e meta-análises GWAS com mais de 75 mil pacientes — alinhada às diretrizes da ECCO, ACG e da Federação Brasileira de Gastroenterologia.
Respostas claras e baseadas em evidências sobre genética e Doença de Crohn.
Aviso médico importante: As informações fornecidas pela helixXY têm finalidade exclusivamente educacional e informativa. Não constituem diagnóstico, laudo laboratorial clínico nem substituem a consulta médica. O diagnóstico de Doença de Crohn exige avaliação clínica, endoscopia/colonoscopia com biópsias, exames laboratoriais (PCR, calprotectina fecal) e imagem (entero-RM, entero-TC) por gastroenterologista. Sempre consulte um profissional qualificado.
Faça upload do seu arquivo genético e receba seu relatório completo de susceptibilidade à Doença de Crohn em até 15 minutos.
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