Genômica do urato

Gota
e Genética

A "doença dos reis" é, na verdade, doença dos transportadores renais de urato — e seu DNA dita a tendência.

A helixXY analisa variantes em SLC2A9, ABCG2, SLC22A12 (URAT1), SLC17A1, GCKR e PDZK1 — os transportadores e reguladores que determinam quanto ácido úrico seu corpo retém.

30–60%
Herdabilidade
2–3×
Risco familiar
~4%
Prevalência mundial
Cristais de ametista — metáfora dos cristais de urato monossódico
6 transportadores
SLC2A9, ABCG2 e mais
Prevenção dietética
Genética guia escolhas
3:1
Razão homem:mulher
40+
Idade típica de início
6 genes
De maior efeito analisados
15 min
Para receber seu relatório completo
Cristais que doem

Mais do que dieta:
um drama de transportadores

A Gota é uma artropatia microcristalina causada pela deposição de cristais de urato monossódico (MSU) em articulações — clássicamente no hálux ("podagra"). Os cristais ativam neutrófilos e liberam citocinas inflamatórias (IL-1β), gerando episódios de dor, calor e edema intensos.

A causa raiz é a hiperuricemia crônica: ácido úrico sérico elevado a ponto de saturar e cristalizar. E a hiperuricemia é, em grande parte, genética: dois loci (SLC2A9 e ABCG2) sozinhos explicam até 10% da variação nos níveis de urato — o maior efeito de qualquer par de genes na medicina interna comum.

A helixXY analisa esses transportadores e oferece um mapa preciso da sua tendência uricêmica — antes da primeira crise.

SLC2A9 + ABCG2 dominam

Dois genes explicam até 10% da variação nos níveis séricos de urato — efeito incomum em doenças complexas. Identificar suas variantes é o primeiro passo para prevenção dirigida.

Genética e dieta interagem

Variantes de risco amplificam o impacto de carne vermelha, frutos do mar, cerveja e frutose. Conhecer o DNA permite escolhas alimentares informadas — não restritivas em vão.

Aproveite seus dados existentes

Use seu arquivo de 23andMe, Genera, AncestryDNA, etc. Em 15 minutos após o upload, seu relatório está pronto — sem coleta adicional.

Mulher hidratando-se com água

Hidratação adequada (≥2L/dia) aumenta a depuração renal de urato e reduz o risco de crises em até 40% em portadores de variantes de risco.

Foto por Polina Tankilevitch no Pexels

Cerejas, mirtilos e morangos — alimentos protetores para gota
Da bancada à mesa

Cerejas reduzem crises em 35% — ciência sólida, não folclore

Estudos clínicos mostram que cerejas e seus polifenóis reduzem inflamação articular e crises gotosas. Para portadores de variantes de risco em SLC2A9/ABCG2, esse efeito é especialmente relevante.

Foto por Anastasia Shuraeva no Pexels

Genes analisados

Os 6 transportadores e reguladores que controlam seu urato

A helixXY analisa os principais transportadores renais e reguladores metabólicos identificados em meta-análises do Global Urate Genetics Consortium (GUGC).

SLC2A9

SLC2A9

Cromossomo 4p16.1

Transportador de glicose 9 (GLUT9) — paradoxalmente, é o principal transportador renal de ácido úrico. Localizado nos túbulos proximais, reabsorve urato do filtrado glomerular. SLC2A9 é o locus de maior efeito genético sobre os níveis séricos de urato em todas as populações estudadas — variantes alteram a expressão e elevam a uricemia.

Variantes comuns: rs734553rs6855911rs16890979
1.74×
razão de chances
ABCG2

ABCG2

Cromossomo 4q22.1

ATP Binding Cassette Sub-Family G Member 2 — transportador de efluxo de urato no intestino e rim. A variante Q141K (rs2231142) reduz a secreção de urato em ~50%, sendo especialmente prevalente em populações asiáticas. Junto com SLC2A9, responde por boa parte da variância genética da uricemia.

Variantes comuns: Q141K (rs2231142)rs2199936Q126X (rare)
1.74×
razão de chances
SLC22A12

SLC22A12

Cromossomo 11q13.1

URAT1 — transportador de ânions orgânicos específico para urato, principal mediador da reabsorção tubular de ácido úrico. Alvo molecular dos uricosúricos clássicos (probenecida, benzbromarona, lesinurad). Variantes em SLC22A12 alteram a depuração renal de urato.

Variantes comuns: rs475688rs11231825W258X (loss-of-function)
1.40×
razão de chances
SLC17A1

SLC17A1

Cromossomo 6p22.2

NPT1 — transportador de fosfato dependente de sódio, também transporta urato da célula tubular para a luz tubular (efluxo apical). Variantes em SLC17A1 reduzem a excreção urinária de urato e elevam o risco de hiperuricemia e crises de gota.

Variantes comuns: rs1183201rs1165196rs1165205
1.20×
razão de chances
GCKR

GCKR

Cromossomo 2p23.3

Glucokinase Regulator — proteína que regula a glicoquinase hepática e o metabolismo de frutose. A variante P446L (rs1260326) liga consumo de frutose, hiperuricemia e gota. Ponte entre metabolismo de carboidratos e produção endógena de ácido úrico via degradação de ATP hepático.

Variantes comuns: P446L (rs1260326)rs780094rs780093
1.15×
razão de chances
PDZK1

PDZK1

Cromossomo 1q21.1

PDZ Domain Containing 1 — proteína de andaime que organiza o complexo de transportadores de urato (URAT1, GLUT9, NPT1) na membrana apical do túbulo proximal. Variantes em PDZK1 desorganizam o transportossomo renal e prejudicam a manipulação coordenada do urato.

Variantes comuns: rs12129861rs1471633rs1167754
1.10×
razão de chances

Outros loci também analisados: O relatório inclui também variantes em SLC22A11, SLC17A3, SLC16A9, INHBC, RREB1, ALDH16A1 e outros loci identificados em meta-análises GWAS do GUGC com mais de 140 mil indivíduos.

Casal de idosos caminhando juntos em um parque

Foto por Luis Becerra no Pexels

Manter o passo

A crise dura dias
a prevenção, a vida toda

A primeira crise costuma surgir entre os 40 e 60 anos — momento em que muitos descobrem ter hiperuricemia crônica há décadas. Saber antes permite intervenções simples e poderosas: hidratação, redução de álcool, escolhas alimentares informadas, perda de peso quando indicada.

E quando o tratamento é necessário, a genética ajuda a antecipar respostas: portadores de SLC2A9/ABCG2 muito alterados se beneficiam mais de alopurinol/febuxostate que de uricosúricos.

Como funciona

O que a helixXY entrega

Um relatório interpretado, contextualizado e acionável — não apenas uma lista de variantes.

Análise dos transportadores

Variantes em SLC2A9, ABCG2, SLC22A12 (URAT1), SLC17A1, GCKR e PDZK1 são analisadas e contextualizadas com base nos GWAS mais recentes do GUGC.

Score poligênico de urato

Combinamos dezenas de loci em um Serum Urate Polygenic Risk Score validado em coortes do UK Biobank com mais de 460 mil indivíduos.

Contexto clínico claro

Cada achado vem com referência à literatura, percentuais de risco e interpretação ajustada à sua faixa etária, sexo e ancestralidade.

Recomendações dietéticas

Orientação personalizada sobre purinas, álcool, frutose e proteção (cerejas, café, laticínios desnatados) com base no seu perfil genético.

Atualização contínua

À medida que novos loci e diretrizes são publicados (EULAR, ACR, SBR), seu relatório é revisado automaticamente — sem custo adicional.

Privacidade absoluta

Seus dados são processados com criptografia AES-256 em arquitetura de conhecimento zero. Conformidade total com LGPD e GDPR.

Sinais que merecem atenção

A primeira crise é inesquecível — mas há sinais sutis antes. Em portadores de risco genético, atenção a qualquer dor articular nova.

Podagra (dedão do pé)

Dor súbita, intensa, frequentemente noturna na base do hálux. Articulação fica vermelha, quente e tão sensível que o lençol incomoda. Patognomônico de gota.

Crises articulares recorrentes

Tornozelos, joelhos, dedos das mãos, cotovelos e punhos podem ser afetados. Crises duram 7–14 dias e resolvem espontaneamente — falso alívio.

Tofos (depósitos cristalinos)

Nódulos subcutâneos firmes nas orelhas, cotovelos, dedos ou tendão de Aquiles. Marcam doença crônica não tratada — podem ulcerar e drenar material brando esbranquiçado.

Cálculo renal (litíase)

Cristais de urato podem precipitar nos rins, formando cálculos. Cólica renal em portador de risco genético deve levantar a hipótese de hiperuricemia.

Pico após excessos

Crises frequentemente acontecem horas após refeição rica em carne vermelha/frutos do mar ou após binge de cerveja. Reconhecer o padrão alimentar ajuda na prevenção.

Sintomas atípicos em mulheres

Gota em mulheres tende a se manifestar pós-menopausa, com envolvimento poliarticular e tofos precoces. Frequentemente subdiagnosticada como artrite reumatoide ou osteoartrite.

Fundamentado em ciência de ponta

Nossa análise integra dados do Global Urate Genetics Consortium (GUGC), UK Biobank e meta-análises GWAS com mais de 460 mil indivíduos — alinhada às diretrizes do American College of Rheumatology, EULAR e Sociedade Brasileira de Reumatologia.

Revisado por pares
GUGC Consortium
ACR / EULAR Guidelines
LGPD & GDPR

Perguntas frequentes

Respostas claras e baseadas em evidências sobre genética e Gota.

Aviso médico importante: As informações fornecidas pela helixXY têm finalidade exclusivamente educacional. Risco genético elevado não diagnostica Gota; uricemia elevada isolada não é equivalente à doença. O diagnóstico definitivo exige correlação clínica e idealmente análise de líquido sinovial por reumatologista. Sempre consulte um profissional qualificado.

Conhecimento é a melhor
forma de prevenção

Faça upload do seu arquivo genético e receba seu relatório completo de suscetibilidade à Gota em até 15 minutos.

Mantenha-se atualizado e nunca perca nada.

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