Genética da fibrose

Moléstia de Dupuytren
e Genética

A "doença viking" — fibrose progressiva da fáscia palmar com forte componente hereditário. A via WNT comanda o risco.

A helixXY analisa variantes em EPDR1, WNT7B, WNT2, SFRP4, RSPO2 e SULF1 — os principais loci de susceptibilidade identificados em GWAS internacionais com mais de 8 mil pacientes.

~70%
Concordância em gêmeos
5–10×
Risco familiar
50+
Idade mais comum
Mão aberta — Moléstia de Dupuytren e Genética
6 loci WNT
EPDR1, WNT7B e mais
Identificação precoce
Antes da contratura
~30%
Homens nórdicos >60 anos afetados
7:1
Razão homem:mulher
6 loci
Da via WNT analisados
15 min
Para receber seu relatório completo
Quando o tecido conjuntivo se rebela

Uma fibrose silenciosa
na palma da mão

A Doença de Dupuytren é uma fibroproliferação benigna da fáscia palmar — uma camada fina de tecido conjuntivo logo abaixo da pele da mão. Miofibroblastos depositam colágeno tipo III em excesso, formando primeiro nódulos, depois cordões, e finalmente puxando os dedos (especialmente anelar e mínimo) para uma flexão progressiva e irreversível.

Quase todos os loci de susceptibilidade identificados convergem em uma única via biológica: a sinalização WNT/β-catenina. Essa especificidade molecular é rara em doenças complexas — e abre caminho para terapias dirigidas no futuro.

A helixXY mapeia variantes nos seis principais loci WNT, contextualizando seu risco genético e oferecendo subsídios para discussão com seu ortopedista de mão.

A via WNT é o eixo central

Dos 9 loci de risco confirmados em GWAS, 6 estão em genes da via WNT. Essa convergência molecular é incomum e oferece alvos terapêuticos racionais.

Identificação precoce muda o curso

Quando detectada na fase nodular (sem contratura), há mais opções de manejo conservador. Conhecer o risco genético permite atenção a sinais iniciais antes da incapacidade funcional.

Aproveite seus dados existentes

Use seu arquivo de 23andMe, Genera, AncestryDNA, etc. Em 15 minutos após o upload, seu relatório está pronto — sem coleta adicional.

Sessão de fisioterapia da mão

Identificação precoce + acompanhamento por fisioterapeuta de mão pode adiar significativamente a progressão da contratura.

Foto por Yan Krukau no Pexels

Representação artística do DNA
GWAS internacional

9 loci confirmados — 6 deles na mesma via biológica

Estudo seminal de Dolmans et al. (NEJM 2011) e meta-análises subsequentes mapearam o atlas genético da Doença de Dupuytren — dominado pela via WNT.

Foto por Google DeepMind no Pexels

Genes analisados

Os 6 loci da via WNT de maior efeito

Todos os principais loci de susceptibilidade convergem na sinalização WNT/β-catenina — uma assinatura molecular única entre as doenças complexas.

EPDR1

EPDR1

Cromossomo 7p14.1

O locus de maior efeito identificado em GWAS da Doença de Dupuytren (Dolmans et al., NEJM 2011). EPDR1 codifica uma proteína do retículo endoplasmático envolvida na adesão celular. A variante intrônica rs17171229 confere risco quase duplicado e está fortemente conservada em populações de ascendência norte-europeia.

Variantes comuns: rs17171229rs16879765rs10488822
1.98×
razão de chances
WNT7B

WNT7B

Cromossomo 22q13.31

Ligante secretado da via WNT, central na fibrose patológica da fáscia palmar. WNT7B é fortemente expresso em miofibroblastos do nódulo de Dupuytren, ativando β-catenina e perpetuando a deposição anormal de colágeno tipo III.

Variantes comuns: rs6519955rs7291412rs2273368
1.54×
razão de chances
WNT2

WNT2

Cromossomo 7q31.2

Outro ligante WNT envolvido na proliferação de fibroblastos e diferenciação miofibroblástica. Variantes em WNT2 amplificam a sinalização canônica WNT/β-catenina, processo central na patogênese da contratura digital.

Variantes comuns: rs4730775rs10488822rs11763036
1.54×
razão de chances
SFRP4

SFRP4

Cromossomo 7p14.1

Antagonista solúvel da via WNT. Paradoxalmente, variantes de risco em SFRP4 reduzem sua expressão — diminuindo a inibição natural da sinalização WNT e ampliando a fibrose. SFRP4 é um dos exemplos mais elegantes de regulação WNT na patologia humana.

Variantes comuns: rs16879765rs17171229rs7777177
1.32×
razão de chances
RSPO2

RSPO2

Cromossomo 8q23.1

R-spondina 2, agonista da via WNT que potencializa a sinalização β-catenina. Variantes em RSPO2 aumentam a sensibilidade fibroblástica aos ligantes WNT, contribuindo para a transformação miofibroblástica que define os cordões de Dupuytren.

Variantes comuns: rs611744rs7833368rs7833403
1.43×
razão de chances
SULF1

SULF1

Cromossomo 8q13.2

Sulfatase-1, modula a matriz extracelular através da remoção de sulfatos de proteoglicanos heparan. Regula indiretamente a biodisponibilidade de ligantes WNT e fatores de crescimento (FGF, VEGF) — conectando remodelação da matriz e sinalização fibrogênica.

Variantes comuns: rs7833368rs1985810rs6982797
1.28×
razão de chances

Outros loci também analisados: O relatório inclui também variantes em WNT4, MAFB, SH3BP4, ZBTB7A, ALDH2 e outros loci identificados em meta-análises GWAS de mais de 8 mil pacientes (Ng et al. 2017, Major et al. 2019).

Idoso trabalhando com as mãos em ofício artesanal

Foto por Mehmet Aramaz no Pexels

As mãos contam histórias

Manter a função
é manter a vida

A Doença de Dupuytren raramente dói — mas pode roubar a capacidade de fazer o que importa: apertar uma mão, segurar um instrumento, escrever, abotoar uma camisa. Detectar cedo e modificar fatores de risco (parar de fumar, reduzir álcool, controlar diabetes) faz diferença real.

A genética antecipa a possibilidade. Estilo de vida e acompanhamento determinam o desfecho.

Como funciona

O que a helixXY entrega

Um relatório interpretado, contextualizado e acionável — não apenas uma lista de variantes.

Análise da via WNT

Variantes em EPDR1, WNT7B, WNT2, SFRP4, RSPO2 e SULF1 são analisadas e contextualizadas com base nos GWAS internacionais mais recentes.

Score poligênico de Dupuytren

Combinamos os principais loci em um Polygenic Risk Score (PRS) validado em coortes europeias com mais de 8 mil pacientes.

Contexto clínico e ancestral

Cada achado vem com referência à literatura, percentuais de risco e interpretação ajustada à sua ancestralidade (relevante para Dupuytren, fortemente euro-norte).

Sinais a observar

Orientação clara sobre os primeiros sinais (nódulos palmares, espessamento da fáscia) e quando consultar ortopedista de mão.

Atualização contínua

À medida que novos loci são descobertos e diretrizes são atualizadas, seu relatório é revisado automaticamente — sem custo adicional.

Privacidade absoluta

Seus dados são processados com criptografia AES-256 em arquitetura de conhecimento zero. Conformidade total com LGPD e GDPR.

Sinais que merecem atenção

A Dupuytren evolui em etapas. Reconhecer a fase nodular precoce permite mais opções de manejo.

Nódulo palmar indolor

Caroço firme na palma da mão, geralmente próximo à base do dedo anelar. Costuma ser indolor — daí a tendência a ignorar.

Espessamento da pele

A pele sobre a fáscia palmar pode parecer mais "amarrada", com pequenas covinhas (pitting) ao tentar abri-la.

Cordão fibroso visível

Um cordão tipo "corda de violino" se forma sob a pele, conectando a palma ao dedo. Sinal de progressão para a fase contraturante.

Teste do tampo de mesa positivo

Não conseguir colocar a mão totalmente plana sobre uma mesa indica contratura clinicamente relevante (>30°), normalmente requer tratamento.

Limitação funcional

Dificuldade em apertar mãos, calçar luvas, lavar o rosto ou pegar objetos grandes. Marca o momento em que o tratamento se torna prioritário.

Acometimento bilateral

Cerca de metade dos casos afeta ambas as mãos. Quando bilateral e em jovens, sugere "diátese de Dupuytren" — fenótipo agressivo de origem fortemente genética.

Fundamentado em ciência de ponta

Nossa análise integra os GWAS seminais (Dolmans et al. NEJM 2011, Ng et al. 2017, Major et al. 2019) com mais de 8 mil pacientes — alinhada às diretrizes da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão e da International Federation of Societies for Surgery of the Hand (IFSSH).

Revisado por pares
GWAS Catalog
IFSSH Guidelines
LGPD & GDPR

Perguntas frequentes

Respostas claras e baseadas em evidências sobre genética e Doença de Dupuytren.

Aviso médico importante: As informações fornecidas pela helixXY têm finalidade exclusivamente educacional e informativa. Não constituem diagnóstico, laudo laboratorial clínico nem substituem a consulta médica. O diagnóstico e a indicação terapêutica da Doença de Dupuytren exigem avaliação clínica por ortopedista especializado em mão. Sempre consulte um profissional qualificado.

Conhecimento é a melhor
forma de prevenção

Faça upload do seu arquivo genético e receba seu relatório completo de susceptibilidade à Moléstia de Dupuytren em até 15 minutos.

Mantenha-se atualizado e nunca perca nada.

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