Crohn e Retocolite compartilham ~70% dos loci — mas se separam onde importa. Sua genética indica em qual lado do espectro você está.
A helixXY analisa os 6 loci de maior efeito: NOD2 (CD), HLA-DRB1 (UC), IL23R (compartilhado e protetor), ATG16L1, TNFSF15 e CARD9 — com scores separados para Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa.
A Doença Inflamatória Intestinal (DII) é o nome do espectro que abrange a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa. Ambas resultam de resposta imune desregulada à microbiota intestinal em hospedeiros geneticamente predispostos — mas se distinguem em localização, padrão histológico e arquitetura genética.
Crohn pode acometer qualquer segmento do trato gastrointestinal, é transmural, frequentemente estenosa/fistuliza. UC se limita ao cólon, é mucosa, sangra mais. ~70% dos 240+ loci de risco são compartilhados, mas alguns são fortemente fenótipo-específicos: NOD2 e ATG16L1 dominam em Crohn; HLA-DRB1*0103 inclina para UC.
A helixXY analisa o panorama integrado e calcula scores poligênicos separados para CD e UC — útil em famílias com histórico para inferir o fenótipo mais provável antes da manifestação clínica.
Concordância em gêmeos idênticos: ~50% para Crohn vs ~18% para UC. Reflete o maior peso de genes como NOD2 em Crohn, e o maior peso de fatores ambientais em UC.
Fumar dobra o risco de Crohn (e piora a evolução), mas paradoxalmente protege contra UC. Parar de fumar pode até desencadear UC em ex-fumantes. Genética + ambiente em interação complexa.
Use seu arquivo de 23andMe, Genera, AncestryDNA, etc. Em 15 minutos após o upload, seu relatório está pronto — com scores separados para CD e UC.
Estresse, sono e atividade física modulam intensamente o curso da DII. Para portadores de risco genético, estilo de vida é tratamento complementar.
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Meta-análises do IIBDGC com mais de 75 mil pacientes identificaram 240+ loci de risco — convergindo em vias imunes (Th17), autofagia, reconhecimento bacteriano e barreira epitelial.
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Cobertura dos genes-âncora de cada fenótipo + os compartilhados entre Crohn e Retocolite Ulcerativa.
Primeiro gene identificado para DII (2001) e o de maior efeito para Doença de Crohn. As três variantes principais (R702W, G908R, 1007fs) prejudicam o reconhecimento bacteriano e a defesa antibacteriana. Homozigotos têm risco de Crohn 20–40× elevado. Curiosamente, é praticamente ausente em Retocolite Ulcerativa — útil para discriminar os dois fenótipos.
Região HLA classe II — locus dominante na Retocolite Ulcerativa, com efeito menor em Crohn. O alelo HLA-DRB1*0103 está associado a UC extensa e refratária. DRB1*1502 modula resposta a anti-TNF. Reflete o papel da resposta imune adaptativa contra antígenos da microbiota.
Receptor da IL-23, eixo central da via Th17 na DII. A variante R381Q (rs11209026) é PROTETORA tanto contra Crohn quanto contra UC — reduz o risco em 60–70%. Inspirou o desenvolvimento de anti-IL-23 (ustekinumab, risankizumab) aprovados para ambos os fenótipos.
Componente essencial da via de autofagia. A variante T300A (rs2241880) compromete a função das células de Paneth no íleo — terreno celular ideal para Crohn ileal. Efeito específico para Crohn, com pouca relevância em UC.
Ligante TNF-like 1A (TL1A) que sinaliza pelo DR3 (TNFRSF25). Amplifica resposta inflamatória mediada por T helper. Variantes em TNFSF15 elevam o risco tanto de Crohn como de UC, especialmente em populações asiáticas — onde NOD2 tem papel menor.
Caspase Recruitment Domain Family Member 9 — adaptador de sinalização Th17 e resposta antifúngica. Variantes em CARD9 elevam o risco tanto de Crohn como UC e compartilham associação com espondiloartropatias — explicando a forte associação entre DII e doenças extraintestinais articulares.
Outros loci também analisados: O relatório inclui também IRGM, IL10, IL18RAP, PTPN22, ECM1, STAT3, JAK2, SMAD3, ZNF365, NKX2-3 e mais de 230 outros loci do International IBD Genetics Consortium (IIBDGC) — com scores poligênicos diferenciados para CD e UC.

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Com tratamento adequado, a maioria das pessoas com DII tem vida produtiva, normal e plena. A nova era de biológicos (anti-TNF, anti-IL-23, anti-integrinas) e moléculas pequenas (inibidores de JAK, S1P) revolucionou o prognóstico — e a genética está cada vez mais informando qual classe funcionará melhor.
Saber sua predisposição cedo permite atenção a sintomas iniciais e diagnóstico precoce — antes que complicações se instalem. Em DII, tempo até diagnóstico correto é fator prognóstico independente.
Mapeamento dos 240+ loci compartilhados e fenótipo-específicos, com scores poligênicos calculados separadamente para Crohn e Retocolite.
Identificamos a inclinação genética para CD vs UC com base em NOD2, ATG16L1, HLA-DRB1 e ECM1 — útil em portadores assintomáticos.
Cada achado vem com referência à literatura, OR específico por fenótipo, e contextualização para sua ancestralidade.
Variantes em IL23R, TPMT, NUDT15 podem informar resposta a anti-IL-23, anti-TNF e tiopurinas — discussão valiosa com seu gastroenterologista.
Conforme novos loci e diretrizes (ECCO, ACG, GBM) avançam, seu relatório acompanha — sem custo adicional.
Seus dados são processados com criptografia AES-256 em arquitetura de conhecimento zero. Conformidade total com LGPD e GDPR.
DII pode se manifestar lentamente. Em portadores de risco genético elevado, redobre a atenção a sintomas persistentes.
Diarreia persistente por mais de 4 semanas, frequentemente com sangue (mais característico de UC) ou muco. Pode haver urgência evacuatória.
Crohn: cólica em quadrante inferior direito (íleo terminal). UC: dor associada à defecação, no quadrante inferior esquerdo.
Sangue vivo nas fezes — mais comum em UC, presente em ~90% dos casos. Em Crohn, mais frequente em acometimento colônico.
Artrite, uveíte, eritema nodoso, pioderma gangrenoso, colangite esclerosante. Em ~30% dos pacientes, podem preceder os sintomas intestinais.
Fissuras, fístulas, abscessos perianais — marca registrada da Doença de Crohn, raros em UC. Podem ser a primeira manifestação em CD.
Em crianças e adolescentes com DII de início precoce, atraso no crescimento e na puberdade pode ser o primeiro sinal — antes mesmo dos sintomas gastrointestinais.
Nossa análise integra dados do International IBD Genetics Consortium (IIBDGC), UK Biobank e meta-análises GWAS com mais de 75 mil pacientes — alinhada às diretrizes ECCO, ACG e GBM (Grupo Brasileiro de Estudos da DII).
Aviso médico importante: As informações fornecidas pela helixXY têm finalidade exclusivamente educacional. O diagnóstico de DII (Crohn ou UC) exige avaliação clínica, endoscopia/colonoscopia com biópsias, exames laboratoriais (PCR, calprotectina fecal) e imagem por gastroenterologista. Sempre consulte um profissional qualificado.
Faça upload do seu arquivo genético e receba seu relatório de DII em até 15 minutos — com scores diferenciados para Crohn e Retocolite Ulcerativa.
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